Dispensei as advertências, fiquei mudo e não me arrependo. A história também se escreve em vácuos de silêncio contra aquilo que extrapola as boas regras de convívio social. De qualquer maneira não dormi lá muito bem. Afinal quem está certo em tudo isso?
A minha parte será feita nas urnas e as regras que aprendi no trabalho rotineiro como jornalista, ou assessor de comunicação para mais de uma dezena de lideranças políticas, serão mantidas aqui em casa. No berro, na mentira ou na adulteração do que entendo como socialmente justo, ninguém vai mudar meu pensamento. Prefiro ficar meditando, entre a cruz e a espada, até a hora da derradeira decisão.
Por isso, não estou para uma revolução e, como dizia John Lennon, se me pedem uma contribuição para a luta armada, responderei que somente dando uma chance a paz, aliada a uma educação universal, sem barreiras de preconceito, tornarão esse super aquecido planeta em um lugar bom de se passar nossa breve existência.
O pensador liberal norte-americano, Lawrence Reed, afirma que, antes de tudo, para se ter uma sociedade livre, independente, com uma economia pujante é preciso partir do básico: bom caráter. “Se você está decidido a pautar todas as suas ações por aí e tem condições de influenciar os outros com seu exemplo, instintivamente estará valorizando a liberdade”.
Eu sei que muitos poderão discordar dele, por respeitáveis questões ideológicas, afinal é um jornalista e economista liberal mas ele mesmo se recusa a assumir rótulos. Eu concordo com as idéias de Reed, porque se fundamentam em educação, abrindo as cabeças para o empreendedorismo em todos seus níveis e ajudando a filtrar esses que se auto assumem salvadores da pátria.
Encerro aqui, antes que me atirem pedras, com uma citação de Reed: “quando o assunto é política, estamos presos a rótulos, Por todo lado, alguém está rotulando outra pessoa de alguma coisa que supostamente resume sua filosofia ou inclinação ideológica. Quando os rótulos esclarecem são úteis. Porém, quando confundem ou distorcem, são muito mais do que inúteis (...) pois se tornam uma desculpa para as pessoas deixarem de pensar”.
Então, vamos desatar esse nó górdio, expressão usada quando problemas aparentemente insolúveis são resolvidos por se "pensar fora da caixa”, ou seja, livre do laço óbvio do pensamento único, refratário, mas sim com a força do bom caráter encaminhado a uma cultura pacificadora e humanista.

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